Eu te agradeço Senhor, pelo que deste
De privilégio a este canto missioneiro.
Desde o hino do pássaro campeiro,
Até o ouro do trigal que nos encanta.
Eu te agradeço Senhor, pela beleza,
Do colorido sutil da natureza,
Da nossa invulgar querência santa.
Eu te agradeço, Senhor, pelo tom que o quero-quero
Vem nos trazer na orquestração do campo.
E pela luz fugaz dos pirilampos
Que enfeitam as noites do campeiro.
Até parece que o clarão desse luzeiro,
Seja o mistério de bardos e ramadas
A fulgurar pelas restingas e canhadas
O justo orgulho de sermos brasileiros.
Eu te agradeço, Senhor, quando tu mandas
A estrela Dalva como eterno guia
Do tropeiro, quando vem clareando o dia
E começa a faina rude da campanha.
Eu te agradeço, Senhor, pela bravura
Inspiradores, dos nossos ancestrais.
Daqueles que aqui não voltam mais
E seus exemplos são vertentes de água pura.
Eu te agradeço Senhor, glória tamanha
De aqui viver no terno seio deste povo;
Terei que sempre agradecer de novo!...
E da simpleza do meu gesto me perdoa.
Mas é a voz da minha gente que ressoa,
Neste canto de amor em tom de prece:
Obrigado Senhor! – É Santiago que agradece.
Jaime Pinto